Por João Luiz Araujo
No primeiro encontro um simples olhar, uma palavra, um gesto, uma opinião, uma afinidade, são tantas as razões que nos levam a gostar de alguém.
Relacionamentos são assim, começam as vezes quando menos esperamos. São mais interessantes do que quando estamos desesperadamente procurando alguém que nos faça feliz. Costuma-se dizer que não somos nós quem escolhemos o amor, mas o amor que nos escolhe.
A paixão, o encantamento que surge desse encontro transforma nossa vida, dá mais brilho, traz uma motivação mágica, tudo fica mais bonito. E esse estado pode durar por muito tempo, depende de cada um, do quanto estão dispostos a serem eles mesmos.
É muito difícil mostrar os próprios defeitos para o outro, é um risco muito grande perder o amor da sua vida. E então vive-se a máscara do par-perfeito. Normalmente esse papel é interpretado com muito empenho durante o namoro, só perde força depois do casamento.
Se durante o namoro os dois se esforçam para esconder as próprias vontades e satisfazer as do outro, depois do casamento já se tem licença para ser você mesmo. Como se aquele contrato nupcial fosse a obrigação do outro aceitá-lo do jeito que você realmente é. Com o tal documento em mãos nos sentimos donos do outro, agora ele tem que nos engolir, já assinou o contrato diante do juiz e com testemunhas, o padre já abençoou, a sociedade presenciou e será implacável caso um dos dois ouse quebrá-lo.
Quem vencerá essa disputa? O marido machão ou a mulher dominadora? Quem vai engolir tudo quietinho fazendo de conta que a felicidade do outro é o mais importante?
Cuidado com a propaganda enganosa fingindo no namoro (ou depois de casado), ser alguém que você não é. Ah, se existisse o Código de Defesa do Casamento!
Seja primeiro honesto com você, depois com o outro. Ofereça o que você tem de melhor para o parceiro. E para o que ainda precisa melhorar peça a ajuda dele. Ninguém é melhor do que ninguém, por mais que algumas pessoas queiram fazer você se sentir inferior isso não é verdade, elas apenas estão escondendo delas mesmas os próprios defeitos por não conseguir encará-los. Aliás, defeitos são qualidades em desenvolvimento, podemos transformá-los.
Relacionamentos precisam de companheirismo, paciência, respeito. É quando olhamos para o outro realizando o seu processo de crescimento e nos dispomos a ajudá-lo. Ele jamais estará pronto. Se os romances, novelas e filmes mostrassem a vida como ela é, com certeza não teriam audiência, elas nos mostram o que no fundo sonhamos ser. Se corpos bonitos, viagens, festas e dinheiro fossem garantia de felicidade os atores e atrizes seriam as pessoas mais bem casadas do mundo. Mas, não é bem isso que vemos nas revistas de fofoca.
Podemos ter e aproveitar tudo de bom que a vida tem para oferecer. Mas o que faz a diferença mesmo é a caminhada, o quanto você cresceu, o quanto se tornou uma pessoa melhor e ajudou as outras a serem também, principalmente se essa pessoa estiver ao seu lado e for o grande amor da sua vida.
João Luiz de Araujo, é palestrante e webmaster do Guia Equilibrio.
E-mail: joao@conexaoev.com.br
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Cuidado com a propaganda enganosa
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::: João Luiz Araujo
sábado, 7 de abril de 2007
Divaldo Franco em Taubaté: uma noite abençoada
Por João Luiz Araujo
“Você está sabendo que Divaldo Franco estará em Taubaté dia 22 (março)?”, perguntou nossa querida amiga Ana Favali no dia em que nos encontramos no seu acolhedor consultório para mostrar-lhe o projeto de lançamento do Jornal Guia Holístico Equilíbrio.
Realmente não sabia. Mas, me lembrei daquele que tudo sabe, o “seo” Zezinho da Livraria Espírita, que me recebeu com a atenção de sempre e confirmou a vinda do ilustre divulgador da Doutrina.
No dia do evento convidei dona Marilda, minha futura sogra, para a palestra, ela aceitou sem saber o que a esperava. No fim da tarde nos dirigimos ao SESI para assistir a apresentação e entregar alguns jornais, coração apertado sem saber se poderíamos distribuí-lo. Não é um jornal espírita, é holístico, claro que sendo holístico é também espírita. Mas tudo se resolveu quando encontramos a Marina Ferry que nos recebeu com carinho e permitiu a entrega. A noite começava abençoada. A partir de então passamos a reconhecer os amigos presentes, quanta gente boa. Pude ver amigos de tantos anos, gente da época da Mocidade Espírita no União e Caridade, a Regina e companheiros da Escola de Aprendizes do Evangelho, o Eduardo do Maria de Nazaré e, claro, Marlene e João Abud, casal tão estimado e presente em nossas vidas.
O ginásio estava lotado, certamente mais de 1.000 pessoas. Marilena Abirached já havia dito que suas conferências no Rio de Janeiro são sempre assim, é preciso chegar cedo para garantir lugar.
Divaldo Franco estava ali sentado, sereno, as vezes esboçava um sorriso de canto de boca, estava compenetrado. Chamado ao seu lugar de honra, começou a palestrar num ritmo surpreendente. Não era rápido demais, nem muito devagar. Logo percebi que aquela era sua marca, tinha nascido para aquilo. Eu que tanto me fascino com a arte da oratória estava encantado. Uma boa apresentação tem suas regras, precisa despertar o interesse do público no início, uma voz com variação de ritmo e tom, seriedade e bom-humor, tudo isso eu presenciava sabendo que com treino é possível de se alcançar. Mas, o fundamental e mais difícil é o conhecimento do assunto, e isso ele tinha de sobra. Quanta cultura, quanta sabedoria. Diferente do que eu esperava, sua apresentação foi muito realista, a mensagem era espiritual, mas terrena. Falava de coisas concretas e de atitudes que precisamos tomar para mudar essa triste realidade de violência e doenças do corpo e da alma que a grande maioria de nós sofre. Melancolia e depressão foram citadas, distúrbio bipolar e tantos outros males. Fomos claramente chamados a refletir sobre nossas responsabilidades. Ficou para mim a mensagem de que a espiritualidade não está somente “do outro lado”. O dia-a-dia constrói o futuro, mas nosso futuro não parece promissor, por isso é preciso despertar. Foram muitas informações, dados científicos, históricos e filosóficos. Como seria bom se os irmãos de outras denominações religiosas se permitissem conhecer o movimento espírita, quanto preconceito que gera separação nesse mundo que mais do que nunca precisa de união para vencer tantas dificuldades.
Terminado o evento nos posicionamos na saída para distribuir o jornal. Quanta alegria sentimos ao entrega-lo para tantas pessoas especiais, quanto amor naquele lugar. Sem falar que os espíritas são famosos por sua cultura e gosto pela leitura. Sabemos que o jornal não poderia estar em melhores mãos.
E a sogra? Bem, de repente lá estava ela ajudando a entregar os jornais, mostrando que nem todas são iguais, nem tudo está perdido.
João Luiz Araujo, é palestrante e webmaster do Guia Equilíbrio.
E-mail: joaoluizaraujo@gmail.com
“Você está sabendo que Divaldo Franco estará em Taubaté dia 22 (março)?”, perguntou nossa querida amiga Ana Favali no dia em que nos encontramos no seu acolhedor consultório para mostrar-lhe o projeto de lançamento do Jornal Guia Holístico Equilíbrio.
Realmente não sabia. Mas, me lembrei daquele que tudo sabe, o “seo” Zezinho da Livraria Espírita, que me recebeu com a atenção de sempre e confirmou a vinda do ilustre divulgador da Doutrina.
No dia do evento convidei dona Marilda, minha futura sogra, para a palestra, ela aceitou sem saber o que a esperava. No fim da tarde nos dirigimos ao SESI para assistir a apresentação e entregar alguns jornais, coração apertado sem saber se poderíamos distribuí-lo. Não é um jornal espírita, é holístico, claro que sendo holístico é também espírita. Mas tudo se resolveu quando encontramos a Marina Ferry que nos recebeu com carinho e permitiu a entrega. A noite começava abençoada. A partir de então passamos a reconhecer os amigos presentes, quanta gente boa. Pude ver amigos de tantos anos, gente da época da Mocidade Espírita no União e Caridade, a Regina e companheiros da Escola de Aprendizes do Evangelho, o Eduardo do Maria de Nazaré e, claro, Marlene e João Abud, casal tão estimado e presente em nossas vidas.
O ginásio estava lotado, certamente mais de 1.000 pessoas. Marilena Abirached já havia dito que suas conferências no Rio de Janeiro são sempre assim, é preciso chegar cedo para garantir lugar.
Divaldo Franco estava ali sentado, sereno, as vezes esboçava um sorriso de canto de boca, estava compenetrado. Chamado ao seu lugar de honra, começou a palestrar num ritmo surpreendente. Não era rápido demais, nem muito devagar. Logo percebi que aquela era sua marca, tinha nascido para aquilo. Eu que tanto me fascino com a arte da oratória estava encantado. Uma boa apresentação tem suas regras, precisa despertar o interesse do público no início, uma voz com variação de ritmo e tom, seriedade e bom-humor, tudo isso eu presenciava sabendo que com treino é possível de se alcançar. Mas, o fundamental e mais difícil é o conhecimento do assunto, e isso ele tinha de sobra. Quanta cultura, quanta sabedoria. Diferente do que eu esperava, sua apresentação foi muito realista, a mensagem era espiritual, mas terrena. Falava de coisas concretas e de atitudes que precisamos tomar para mudar essa triste realidade de violência e doenças do corpo e da alma que a grande maioria de nós sofre. Melancolia e depressão foram citadas, distúrbio bipolar e tantos outros males. Fomos claramente chamados a refletir sobre nossas responsabilidades. Ficou para mim a mensagem de que a espiritualidade não está somente “do outro lado”. O dia-a-dia constrói o futuro, mas nosso futuro não parece promissor, por isso é preciso despertar. Foram muitas informações, dados científicos, históricos e filosóficos. Como seria bom se os irmãos de outras denominações religiosas se permitissem conhecer o movimento espírita, quanto preconceito que gera separação nesse mundo que mais do que nunca precisa de união para vencer tantas dificuldades.
Terminado o evento nos posicionamos na saída para distribuir o jornal. Quanta alegria sentimos ao entrega-lo para tantas pessoas especiais, quanto amor naquele lugar. Sem falar que os espíritas são famosos por sua cultura e gosto pela leitura. Sabemos que o jornal não poderia estar em melhores mãos.
E a sogra? Bem, de repente lá estava ela ajudando a entregar os jornais, mostrando que nem todas são iguais, nem tudo está perdido.
João Luiz Araujo, é palestrante e webmaster do Guia Equilíbrio.
E-mail: joaoluizaraujo@gmail.com
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